Economia

Carnaval dá oportunidade de faturamento para pequenos empreendedores

Procura de itens carnavalescos por foliões movimentou as vendas de comerciantes e costureiras

Heloísa Vasconcelos

heloisavasconcelos@ootimista.com.br

Glitter, fantasias coloridas e acessórios diferentes são alguns dos itens mais buscados por quem quer aproveitar a folia. Demanda é oportunidade para comerciantes e costureiras aumentarem seu faturamento. Vendas no pré-carnaval se equiparam a outros feriados de grande movimento no comércio e são maiores do que no mesmo período do ano passado, segundo empreendedores do setor.

A microempreendedora individual Sabrina Aguiar tem há 7 anos a Tees Online, onde vende roupas de moda feminina. Há dois anos, ela percebeu uma demanda específica para a época do Carnaval, que considerou ter potencial maior que as vendas de fim de ano, e decidiu começar a fazer coleções exclusivas voltadas para a folia. A preparação para 2020 começou desde novembro, com 3 costureiras trabalhando para a confecção das roupas e acessórios.

Segundo ela, as vendas durante o pré-carnaval foram 5 vezes maiores que em outros períodos e em 2020 o faturamento foi o dobro do ano anterior. “Por mim era Carnaval o ano inteiro. É uma época que as pessoas compram com mais facilidade porque elas estão muito animadas. as pessoas querem estar o mais brilhantes possível para o Carnaval, estão desligadas do fator preço”, considera.

“As pessoas realmente tão querendo buscar mais. Em Fortaleza o mercado ainda é fraco, as pessoas procuram o que é de mais diferente, que ninguém tem”, aponta, se referindo a poucos negócios nesse ramo. Ela relata que a coleção de Carnaval começou a ser comercializada no dia 15 de janeiro e já tinha pessoas a procura dos produtos. A demanda foi tão grande que na véspera da festa já quase não restavam mais itens, que foram comprados inclusive por pessoas de fora do estado.

O pré-Carnaval também trouxe faturamentos altos para o Martha Ateliê, que trabalha com costura e ajustes de roupas em geral. De acordo com Diego Guimarães, proprietário da loja, a procura por pessoas querendo personalizar abadás para bloquinhos foi grande, chegando a ser produzidas dez peças por dia por sua mãe, Martha, única costureira do ateliê. Para o próximo ano, há planos de contratação de outra profissional para dar conta da demanda.

Ele aponta que o faturamento cresceu de 20 a 30% comparado a outros meses, mas não tem ainda um comparativo específico do período carnavalesco, já que esse é o primeiro Carnaval da loja, criada em julho do ano passado. “Eles gostam bastante, pensam que é uma vez no ano, vale a pena você investir em um abadá mais legal. Tem gente que investe mesmo, o abadá sai inclusive meio caro”, diz. O ateliê oferece personalizações de 25 a 60 reais, dependendo da complexidade e dos materiais.

A Auê Feira, feira de economia criativa existente desde julho de 2018, percebeu a demanda e disponibilizou mais itens carnavalescos neste ano. Segundo a idealizadora Mariana Marques, houve crescimento de 30% no número de expositores em relação ao ano passado. Para a feira de Carnaval, que ocorreu nos dias 8 e 9 de fevereiro, movimentação foi de cerca de 3.000 pessoas.

“A gente teve um crescimento durante o ano de 2019 e chegamos neste Carnaval com algo muito maior. Como ano passado os expositores de itens de Carnaval tinham vendido muito bem, dessa vez a gente decidiu fazer uma curadoria especializada”, justifica. A feira também terá edições especiais para outros feriados, ocorrendo mensalmente na Praça Luiza Távora.

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