Economia

Ceará registra recuo na desocupação no final de 2019

No Ceará, o índice de trabalhadores na informalidade é de 54,9%

A taxa de desocupação do país no 4º trimestre de 2019 caiu em nove das 27 unidades da federação, permanecendo estável nas demais. Ela foi de 11,0% entre outubro e dezembro, caindo 0,8 ponto percentual (p.p.) em relação ao 3º trimestre de julho-setembro (11,8%). Na comparação com o mesmo trimestre de 2018 (11,6%), houve queda de 0,6 p.p. Já a taxa média anual recuou de 12,3% em 2018 para 11,9% em 2019.

Neste cenário, o Ceará ocupou a oitava posição, com queda de 1,2 p.p. superando apenas o Rio de Janeiro, que registrou a menor redução na taxa, apenas 0,8 p.p. Maranhão e Pará foram os estados que registraram maior redução no número de trabalhadores desocupados (-2,0 p.p.). No Brasil, enquanto a força de trabalho subutilizada representava 23% da população, no Ceará ela representou 28,1% dos trabalhadores, deixando o estado na 11ª colocação, mas em situação bem melhor que os demais estados do Nordeste. A pior situação é a da Bahia, com 43% de seus trabalhadores subutilizados.

O trabalhador cearense, com mais de 14 anos, é o 10º que mais trabalha por conta própria (29,1%) no país, enquanto o percentual da população ocupada a nível nacional, trabalhando por conta própria, era de 26,0% no último trimestre de 2019. Isso explica o alto índice de informalidade no Estado (54,9%), colocando o Ceará em 23º lugar nesse quesito. Já entre os trabalhadores com carteira assinada, o Estado ocupa a 23ª colocação, com apenas 58% devidamente registrados, enquanto a média nacional é de 74% dos trabalhadores. O Ceará está à frente apenas da Bahia (57,7%), Pará (52,6%), Piauí (52,5%) e Maranhão (47,6%). Os dados são da PNAD Contínua trimestral, do IBGE.

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