Economia

Glitter biodegradável se torna alternativa para foliões e ganha espaço no mercado

Opção amigável ao meio ambiente para brilhar no Carnaval, produto é mais buscado por consumidores ano a ano

Heloísa Vasconcelos

heloisavasconcelos@ootimista.com.br

Formado por microplásticos, o glitter, que comumente colore o rosto e corpo dos foliões que querem curtir Carnaval, tem difícil decomposição na natureza. Buscando solucionar esse problema, produtos biodegradáveis vem sendo cada vez mais procurados pelo consumidor, uma alternativa sustentável para continuar brilhando sem prejudicar o meio ambiente. O bioglitter começou a ser comercializado no Ceará há pouco tempo, mas tem tido vendas crescentes.

Em 2017 a química Aline Machado criou de forma artesanal a Alquimist, uma loja de cosméticos veganos, naturais e sustentáveis. Em janeiro de 2018 o bioglitter entrou no portfólio, feito a base de algas cultivadas em uma peixeira familiar na praia de Flecheiras e pigmentado com insumos como cúrcuma e beterraba. “Quando começou ainda não tinha iniciativas cearenses, que eu saiba. Existiam marcas do Rio de Janeiro que as lojas daqui compravam de lá para vender”, diz.

O produto teve muita visibilidade logo após o lançamento, na véspera do Carnaval,  já que a empresária contava com uma equipe de marketing. Neste ano, por estar sozinha, não conseguiu tanto alcance. Mas, ainda assim, a demanda foi grande, a ponto de produção chegar a ser insuficiente. Hoje a marca é comercializada nas lojas Colabora e Benice, sendo neste ano oferecido, para além do bioglitter, sprays de brilho sustentável.

Existente há apenas dois meses, o Mercado Vida Saudável decidiu comercializar glitter sustentável há apenas 15 dias, mas já teve procura. Conforme a sócia-proprietária da loja, Patrícia Marques, impacto do produto na receita da loja não é tão grande, já que valor é pequeno, mas dá noção de um mercado novo que surge. “Tem saída a um custo baixo e ajuda o cliente. São pequenas ações que tem um custo baixo mas que gera um efeito muito bom”, considera.

A marca de bolsas artesanais Catarina Mina começou a disponibilizar o bioglitter sem pretensões de tornar o produto parte do catálogo, mas procura por parte do público surpreendeu, tanto que loja decidiu voltar a comercializar item neste ano. A gerente de marketing da marca, Karina Lima, afirma que, pelo valor acessível, bioglitter serviu até como produto de entrada para que consumidores conhecessem e fizessem outras compras na loja. 

“Quando a gente bota esse produto a gente divulga muito mais só para os nosso clientes, mas sempre impacta no final. As vezes a gente não coloca uma meta tão alta de vendas, mas a gente se surpreende com a saída, sempre vende muito mais do que a gente tá esperando. É um produto de entrada, tem um valor muito acessível e gera um impacto bem positivo nas vendas”, destaca.

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