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Deputados cearenses chamam episódio no MEC de “trapalhada”

Deputados federais do Ceará classificaram o episódio da exoneração de Carlos Decotelli  do Ministério da Educação (MEC) cinco dias após sua nomeação como uma trapalhada. “Foi uma trapalhada, um negócio inesperado”, declarou Jaziel Pereira (PL), um dos poucos aliados do governo na bancada cearense.

De acordo com o parlamentar, entretanto, o episódio não deve respingar no Governo Federal. Para o parlamentar, o desgaste deve ficar todo com o ministro relâmpago. “O presidente não tem nada a ver com isso”, diz.

André Figueiredo (PDT), por motivos diversos, também não acredita em um desgaste maior. Para ele, isso não ocorrerá porque o episódio é parte de uma tendência no governo. “Desorganização administrativa sem precedentes e sem critério”, diz, lembrando que já estamos no quarto ministro da Educação e terceiro da Saúde neste governo.

Já Danilo Forte (PSDB) acredita que o episódio irá gerar desgaste. “Prejuízo para a imagem do Brasil”, diz. “Tem que se ter mais zelo quando for patrocinar essas nomeações”, critica, lembrando também do ex-presidente do Banco do Nordeste (BNB) Alexandre Cabral, que foi destituído do posto após passar apenas um dia na função em razão de investigações do Tribunal de Contas da União (TCU).

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