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Em visita ao Piauí, Bolsonaro inaugura adutora e afaga líder do centrão

Na primeira viagem oficial após exame apontar que ele não está mais com covid-19, o presidente Jair Bolsonaro inaugurou uma adutora do rio São Francisco no Nordeste e afagou um dos líderes do centrão, o senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP.

Ao desembarcar no aeroporto de São Raimundo Nonato, interior do Piauí, o presidente voltou a descumprir as recomendações sanitárias em virtude da pandemia do novo coronavírus e tirou a máscara ao cumprimentar o público.

Usando chapéu de couro, Bolsonaro surpreendeu ao montar em um cavalo de um apoiador que estava em frente ao aeroporto. Cerca de 300 pessoas, segundo a Polícia Militar, se aglomeravam ao recepcionar o presidente aos gritos de “mito” e “nossa bandeira não será vermelha”.

Antes da visita ao Piauí, o presidente esteve em Campo Alegre de Lourdes (BA), que fica a 66 km de São Raimundo Nonato. Na cidade baiana, Bolsonaro inaugurou uma adutora do rio São Francisco que levará água a mais de 50 municípios da região.

O Piauí e a Bahia são administrados por governadores do PT. Rui Costa, que preside o Consórcio dos governadores do Nordeste, e o governador do Piauí, Wellington Dias, não participaram das solenidades.

Turismo

Ciro Nogueira ciceroneou o presidente e se aproxima mais de Bolsonaro. O senador, que foi eleito com ajuda do PT, está se distanciando dos petistas e sinaliza para uma pré-candidatura a governador em 2022, contra o PT.

Ao encerrar visita por volta das 14h30, o presidente voltou a cumprir apoiadores, novamente sem máscara, disse que ajudará o turismo e que estava sentindo o povo.

“Viemos entregar obras, sentir o povo, faz parte do mandato da gente. O ministro do Turismo, Marcelo Álvaro, anunciou recursos e vou ajudar no futuro, porque o turismo está parado no mundo todo e vou ajudar a incrementar o turismo”, disse.

Ao lado do senador Ciro Nogueira no Piauí, o presidente Jair Bolsonaro visitou o Parque Nacional Serra da Capivara, patrimônio da humanidade, que enfrenta escassez de recursos e demissão de funcionários durante a pandemia de covid-19. (Folhapress)

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