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Partidos avançam em conversas sobre alianças e candidatos a vice para eleições

Guilherme Sampaio diz que uma aliança pode levar a esquerda ao segundo turno (Foto: Erika Fonseca / CMFor)

Renato Sousa

rsousa@ootimista.com.br

Conversas. Por enquanto, isso é tudo o que os partidos têm feito – ou admitido fazer – em relação às campanhas municipais deste ano. Com a eleição se aproximando, entretanto, não só os nomes dos candidatos são questionados, mas também os daqueles que serão seus companheiros de chapa. E, para diferentes partidos, diferentes cenários.

No PT, ainda nem se fala em vice. De acordo com o presidente municipal da sigla, vereador Guilherme Sampaio, os debates por enquanto são em torno do programa. Ao longo da última semana, ele afirma que já teve encontros com PCB e PCdoB para tratar de uma coligação. “Têm sido conversas construtivas, que ainda não resultaram em deliberações dos partidos, mas esperamos que possam evoluir para uma unidade da esquerda”, declara. Vice, por enquanto, não está na pauta. “No momento, a discussão é sobre a tese da unidade e a certeza que tenho de que juntos chegamos ao segundo turno”, diz.

No começo da semana, Guilherme havia anunciado que começaria essa rodada de conversas com partidos do campo da esquerda, em especial aqueles que militam na oposição ao governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido). E, nesse grupo, ele citou o PV do deputado federal Célio Studart, ele próprio pré-candidato a prefeito. “Não vejo como possível uma composição”, declara o parlamentar. Segundo ele, nem mesmo em nível nacional existe articulação do tipo. O PV tem aliado-se primordialmente a partidos como Rede Sustentabilidade, PDT e PSB. “A preço de hoje, não vejo como uma possibilidade”, aponta.

Segundo turno

Luis Carlos Paes, presidente estadual do PCdoB, também não aposta na coligação. “O mais provável é que a aliança do campo democrático e progressista ocorra no segundo turno. No primeiro, pelo que vejo, é provável que os vários partidos lancem candidaturas”, diz.

O PDT, por enquanto, nem definiu seu candidato. Procurado na noite de sexta-feira (31) pelo O Otimista, o presidente estadual do partido, deputado federal André Figueiredo, não atendeu as ligações da reportagem.

Capitão Wagner (Pros), deputado federal e postulante a prefeito, declara que pesquisas internas devem ajudar a definir o nome do candidato a vice-prefeito. “A gente vai definir os partidos (da coligação) e, a partir dessa definição, vamos partir para um perfil de um candidato que possa agregar à chapa majoritária não só votos, mas também tempo de TV e estrutura partidária, que são extremamente importantes”, declara.

De acordo com o pré-candidato, o eleitorado tem dado mais atenção para os candidatos a vice nas chapas majoritárias. “A gente já viu, em nível de Ceará, várias situações em que o vice acabou assumindo a gestão da Prefeitura por um impedimento qualquer. Então, hoje, o cidadão se preocupa com quem é o vice por conta dessa circunstâncias”, explica. Por isso, ele gostaria de alguém com experiência de gestão, que não fosse apenas “decorativo”.

Perfil agregador

Heitor Freire (PSL), também deputado federal e pré-candidato, diz que busca um perfil “que agregue”. “Alguém que em Fortaleza possa ser bem aceito”, aponta.

Quem está tendo dificuldades é o deputado estadual Heitor Férrer (SD), que também tentará suceder o prefeito Roberto Cláudio (PDT). “Os partidos políticos estão quase todos alinhados à candidatura majoritária do PDT do prefeito Roberto Cláudio e a do Capitão Wagner. Um, porque é poder, e o Wagner por conta do recall natural da campanha anterior (quanto ele chegou ao segundo turno)”, explica o parlamentar.

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