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Tecnologia eficiente e acessível: saúde de qualidade para todos

Por Jacson Fressatto

A saúde é uma necessidade humana básica garantida pela Constituição Brasileira. Entretanto, sabemos que os avanços tecnológicos e processuais não são implementados no setor de saúde pública com a mesma velocidade que no setor privado, justamente pelas regras de regulamentação e homologação. Embora a morosidade seja justificável, determinados avanços precisam romper a barreira da homologação tradicional, sendo mais ágeis, sem burlar em nenhum nível os critérios de regulação e segurança da informação e ética.

É o caso da Inteligência Artificial para a saúde. Esta é uma modalidade na tecnologia que está avançando a passos largos no setor de saúde há mais de uma década e começa a trazer benefícios, não apenas na compilação de dados de pesquisa, mas como recurso para tomadas de decisões mais assertivas.

Mesmo com aceitação mais evidente, a Inteligência Artificial para saúde ainda é uma matéria em desenvolvimento tanto na academia geral como na mesa dos especialistas. Seu uso operacional ainda incita muita dúvida sobre como e onde aplicar tais recursos tecnológicos de análise de dados, pois regras claras de segurança e proteção de dados não são bem detalhadas nos textos jurídicos e muito menos nas regras de processamento dessas informações. E isso não é uma situação exclusiva do Brasil: é uma pauta global e ascendente nos últimos anos.

Além disso, a imaturidade da informação digital e da digitalização de processos é uma barreira ao efetivo uso em larga escala de soluções que tratam os dados com inteligência artificial. Desde 2010, a Robô Laura é desenvolvida e ajustada para atender a operação médica hospitalar e potencializar a capacidade (exclusivamente humana) de diagnóstico e cuidado. Em 2016, entrou em operação no primeiro hospital privado e desde então está presente em dezenas de instituições, homologada cientificamente a sua capacidade de suporte à decisão das equipes médicas e assistenciais para todos os pacientes internados, independentemente se assistidos em UTI ou não.

Meu ativismo sempre foi democratizar o uso de inteligência artificial. E, apesar deste projeto ter se iniciado a partir de uma tragédia pessoal, com falecimento de minha filha em 2010, ter desenvolvido esta solução nestes últimos 10 anos e estabelecer esta parceria com uma organização federal – para homologar e levar o recurso para todos cidadãos – faz efetivamente valer todo o esforço e as lágrimas empregados nesse propósito de vida.

Jacson Fressatto é criador da Robô Laura e presidente do Instituto Laura Fressatto

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