Jornal Impresso

Convergência de mídias e construção de marcas fortes

Fernando Hélio Brito Martins

“A publicidade perdeu o monopólio da voz”. Esta frase, de Dalton Pastore, presidente da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), resume um pouco do que eu penso sobre a forma de se trabalhar as mais diversas mídias.

É muito importante entendermos que nenhuma mídia tem a solução sozinha. Quanto mais opções tivermos, melhor, desde que respeitem os profissionais, os anunciantes e as marcas. Estas, ressalte-se, precisam estar sempre se relacionando com seus públicos de interesse, atentas à jornada do consumidor para oferecer a melhor experiência em qualquer contato.

Não existe uma receita de bolo para cada tipo de produto ou serviço que indique qual mídia converte melhor. A construção de conteúdo por meio de dados é a mais assertiva no contexto atual de estímulo excessivo, onde se assiste TV com o smartphone na mão. É preciso chamar a atenção do usuário com algo que faça sentido para ele. A divisão entre on e off é algo que só o marqueteiro enxerga. Para o consumidor, que está na rua sendo impactado por telas, placas, folhetos, ao mesmo tempo em que está com o celular na mão, o que vai diferenciar é saber que para cada perfil e necessidade de cliente existe uma mídia mais apropriada.

A grande verdade é que as mídias se complementam. Não se constrói uma grande marca apenas com postagens em redes sociais. É com a integração das mídias que se consegue atingir o objetivo esperado. E o surgimento de uma nova mídia não significa o desaparecimento de outra, significa que agora as empresas têm mais uma forma de conversar com seus consumidores.

Fazendo um paralelo atual, onde se coloca diariamente que o impresso está na UTI, é importante enaltecer que a mídia impressa é sinônimo de credibilidade, de personalização, de produtos únicos, de uma mídia que conecta a empresa com seus clientes de forma objetiva. Por muitas vezes é o impresso que subsidia a credibilidade do online. Exemplo claro da convergência.

Juntas, elas vão impactar o alvo da comunicação: as pessoas, que são sensoriais, sociais e emocionais; que gostam de sentir, tocar, ter segurança, se sentir queridos. Alguns dos nossos sentidos só são ativados quando temos algum tipo de contato físico com alguém ou algum material que recebemos. O peso, a textura, o cheiro, o som, a cor, a qualidade, tudo importa. O mundo é bem maior do que o universo digital.

Fernando Hélio Brito Martins é diretor comercial e de marketing da Sobral Gráfica

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