Opinião

Editorial – O otimismo é catalisador de mudanças

Foto: Beatriz Bley

Sabíamos que o desafio seria grande, mas não imaginávamos o quanto. Quando colocamos O Otimista nas ruas e na web, há exatos seis meses, o mundo era outro. O Brasil também. Nos preparávamos para um esperado ano de retomada econômica, ainda que sem pompa e circunstância. Caminhávamos para a estabilidade política, com a expressão soberana das urnas – ainda que os gritos autoritários não tivessem cessado. Nesse contexto, abraçamos a missão de fazer Jornalismo jogando luz no que é bom, sem esquecer o que é ruim.

Mas veio o vírus e o mundo parou. No Brasil, além da crise sanitária e a consequente recessão econômica, entramos num pandemônio político, que alcançou novo pico na última sexta-feira. Pelas telas e janelas – dos que podem estar em casa – o cenário caótico. Os números da pandemia chocam, as imagens aterrorizam. Os indicadores econômicos assustam. Os episódios políticos abismam.

Como ser otimista nesses tempos? Como espalhar esperança se estamos, nós próprios, dentro do furacão? Respondemos. Mais que tarefa hercúlea ou missão, acreditar que amanhã pode ser melhor é condição de sobrevivência. Precisamos acreditar que é possível vencer o vírus para lutarmos contra ele, cada um fazendo a sua parte, dentro ou fora de casa conforme as recomendações sanitárias. Necessitamos crer que as atividades econômicas voltarão para nos prepararmos para os novos padrões impostos pela pandemia. Temos que julgar factível fazer um país melhor para destinarmos bem o nosso voto.

O otimismo é catalisador de mudanças. Assim, se o desafio de ser otimista cresceu nesses seis meses, a necessidade também. Além do feedback dos nossos leitores e parceiros, o Google ratifica com o recorde de busca por “boas notícias”. Estas são o nosso principal ativo, mas não único. Como frisamos na primeira edição, nossa matéria-prima é a realidade – e ela não é antônimo de otimismo.

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