Covid-19

Fiocruz e AstraZeneca assinam acordo para produção de vacina contra covid-19 no Brasil

Integrantes do acordo preveem início da produção e distribuição nos primeiros meses de 2021

Foto: Acácio Augusto/ Agência Brasília

Redação O Otimista
redacao@ootimista.com.br

 

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), do Ministério da Saúde, e a AstraZeneca assinaram nesta sexta-feira (31/07) um documento contendo as diretrizes do processo de transferência de tecnologia e produção da vacina contra a covid-19 em testes no Brasil, caso sua eficácia seja comprovada. O documento sucede negociações realizadas pelo Governo Federal, a Embaixada Britânica e o laboratório AstraZeneca.

A capacidade de produção nacional de vacinas será ampliada através de investimento de R$ 522,1 milhões na estrutura de Bio-Manguinhos, unidade da Fiocruz produtora de imunobiológicos. O contrato ainda prevê pagamento de R$ 1,3 bilhão a título de encomenda tecnológica.

“Demos mais um passo importante para a formalização do acordo entre os laboratórios. Essa ação do governo federal significa um avanço para o desenvolvimento de tecnologia nacional e de proteção da população brasileira”, afirma Camile Giaretta, diretora de Ciência e Tecnologia do Ministério da Saúde.

O acordo  reitera entendimentos anteriores de que a produção da vacina em território nacional se inicie em dezembro deste ano. A expectativa é que a Bio-Manguinhos tenha condições de produzir a vacina de forma independente. A vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford já está em fase de estudos clínicos no Brasil e em outros países.

A próxima etapa será a assinatura de um novo acordo garantindo acesso a 100 milhões de doses do insumo da vacina, das quais 30 milhões de doses entre dezembro e janeiro e 70 milhões ao longo dos dois primeiros trimestres de 2021.

A Fiocruz já receber da AstraZeneca os parâmetros técnicos para a produção da vacina. Outros parceiros internacionais também vão entrar na produção da vacina e contarão com o apoio técnico da Fiocruz.

Existe ainda um comitê de acompanhamento técnico-científico capitaneado pela Fiocruz. O comitê é coordenado pelo vice-presidente de Produção e Inovação em Saúde da Fiocruz, Marco Krieger, e tem a participação de especialistas da Fiocruz e de instituições como USP, UFRJ e UFG.

O canal de distribuição da vacina será o Sistema Único de Saúde (SUS). O mecanismo utilizado para tal será o Programa Nacional de Imunização (PNI).

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