Política

Brumadinho: Ex-presidente da Vale e outros 15 viram réus por 270 homicídios

2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Brumadinho aceitou denúncia do MPMG

A Justiça aceitou denúncia contra as empresas Vale e Tüv Süd, além de 16 funcionários, pela tragédia de Brumadinho. Entre os denunciados está o ex-presidente da Vale, Fabio Schvartsman, que ficou no cargo de 2017 a fevereiro de 2019. Todos responderão por 270 homicídios duplamente qualificados – número de mortos com o rompimento da barragem – além de crimes ambientais.

A denúncia foi feita pelo Ministério Público de Minas Gerais, após investigações também com a Polícia Civil do Estado. Ela foi aceita pelo juiz da 2ª Vara Cível, Criminal e de Execuções Penais da Comarca de Brumadinho, Guilherme Pinho Ribeiro.

A TÜV SÜD afirma que reitera o compromisso em ver os fatos sobre o rompimento da barragem esclarecidos. “Por isso, continuamos oferecendo nossa cooperação às autoridades e instituições no Brasil e na Alemanha no contexto das investigações em andamento”.

Já a Vale alega que “ reitera seu apoio irrestrito aos atingidos pelo rompimento da barragem em Brumadinho e informa que se defenderá nos autos do processo, por intermédio de seu advogado David Rechulski. A empresa não se pronunciará sobre questões legais até que seja citada e formalize sua defesa técnica.”

Controlada pela Vale, a barragem da Mina do Córrego do Feijó se rompeu em janeiro de 2019. A alemã TÜV SÜD era a empresa contratada para inspecionar e garantir a estabilidade da estrutura.

Denunciados
Além das duas empresas, 11 denunciados ocupavam, à época do evento criminoso, os seguintes cargos na Vale:
1. Fabio Schvartsman (diretor-presidente);
2. Silmar Magalhães Silva (diretor do Corredor Sudeste);
3. Lúcio Flavo Gallon Cavalli (diretor de Planejamento e Desenvolvimento de Ferrosos e Carvão);
4. Joaquim Pedro de Toledo (gerente-executivo de Planejamento, Programação e Gestão do Corredor Sudeste);
5. Alexandre de Paula Campanha (gerente-executivo de Governança em Geotecnia e Fechamento de Mina);
6. Renzo Albieri Guimarães de Carvalho (gerente operacional de Geotecnia do Corredor Sudeste);
7. Marilene Christina Oliveira Lopes de Assis Araújo (gerente de Gestão de Estruturas Geotécnicas);
8. César Augusto Paulino Grandchamp (especialista técnico em Geotecnia do Corredor Sudeste);
9. Cristina Heloíza da Silva Malheiros (engenheira sênior junto à Gerência de Geotecnia Operacional);
10. Washington Pirete da Silva (engenheiro especialista da Gerência Executiva de Governança em Geotecnia e Fechamento de Mina);
11. Felipe Figueiredo Rocha (engenheiro civil, atuava na Gerência de Gestão de Estruturas Geotécnicas).

Da Tüv Süd, empresa alemã responsável pelo laudo que atestou a segurança da barragem, cinco pessoas foram denunciadas:
1. Chris-Peter Meier (gerente-geral da empresa);
2. Arsênio Negro Júnior (consultor técnico);
3. André Jum Yassuda (consultor técnico);
4. Makoto Namba (coordenador);
5. Marlísio Oliveira Cecílio Júnior (especialista técnico).

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