Política

Gleisi bate martelo e Luizianne será a candidata do PT em Fortaleza

Por Edison Silva

A presidente nacional do PT, deputada federal Gleisi Hoffmann, esteve no Ceará, quinta-feira (13), supostamente para um evento do partido no Município de Quixadá. Fato muito pequeno para justificar o deslocamento da parlamentar de Brasília para cá, mas justificado para esconder o verdadeiro motivo da sua vinda até Fortaleza, onde homologaria, como de fato homologou, o acordo entre as diversas tendências da agremiação para o lançamento da candidatura de sua colega deputada Luizianne Lins, à Prefeitura da Capital cearense, apoiada, dentre outras razões, pelo manifesto apresentado, recentemente, à direção municipal do PT, apontando o nome de Luizianne para representar o partido na disputa para suceder o prefeito Roberto Cláudio.

Coincidentemente, e quase que concomitantemente, na mesma quinta-feira, o senador Cid Gomes, em entrevista na Assembleia Legislativa, admitia contar com o PT na aliança de apoio ao candidato do PDT à Prefeitura da Capital cearense, em outubro próximo. Cid aposta na crença do governador Camilo Santana, petista respeitado por um segmento do partido no Estado, de demover o grupo mais radical da agremiação de ter candidatura própria em Fortaleza. Essa possibilidade, porém, foi a razão motivadora da antecipação do processo interno, inclusive com a participação de aliados mais próximo de Camilo, como o deputado José Guimarães, para tornar irreversível a candidatura de Luizianne Lins.

Em atenção ao presidente do diretório municipal do PT, vereador Guilherme Sampaio, um dos que pretendiam ser candidato a prefeito, ficou decidido que ele conduzirá os trâmites legais para a ratificação do acordo no diretório, sem passar a ideia de ter sido antecipadamente derrotado na disputa pela indicação do candidato do partido. Gleisi evitou conversar com jornalistas em Fortaleza. Embora tenha confrontado o governador Camilo Santana, publicamente ela talvez não quisesse demonstrar o distanciamento do comando nacional da sigla com o correligionário cearense, muito mais próximo de Ciro Gomes, o ferrenho adversário de Lula, do que propriamente da petista e de outros dirigentes nacionais do PT.

A candidatura de Luizianne era tudo que não queria o governador Camilo Santana, e muito menos alguns petistas que hoje estão com ele no Governo. Qualquer um outro nome que o partido apresentasse para disputar a sucessão de Roberto Cláudio, seria melhor para a paz política de Camilo, embora que para o pessoal do PDT, seja a postulação da ex-prefeito, no caso de o PT não ser um aliado na campanha, a melhor eleitoralmente para os objetivos pedetistas na próxima campanha. A possibilidade de o PT ter um nome novo, sem os vícios e defeitos de muitos dos seus filiados, na visão de alguns aliados de Cid Gomes, poderia sensibilizar uma boa parte do eleitorado fortalezense, e quem sabe, ser a surpresa da disputa, o que Luizianne, no entender deles, não será.

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