Jornal Impresso

Jair Bolsonaro teme que Carlos se torne alvo de próxima ação de inquérito no STF

Filho do presidente e vereador pelo Rio de Janeiro é apontado como peça central do chamado “gabinete do ódio”, que coordenaria a difusão de fake news. Depoimento de deputado federal cearense é citado por relator do processo

Investigações identificaram indícios da participação de Carlos no esquema de fake news (Foto: Caio César / CMRJ

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) relatou a aliados um temor de que seu filho Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), vereador no Rio de Janeiro, torne-se o próximo alvo de uma operação do inquérito do Supremo Tribunal Federal (STF) que investiga o esquema de fake news.

Na visão do presidente, na manhã de ontem ocorreu justamente o que vinha lhe dando preocupação desde o fim de semana: uma ação que atingisse seus aliados.

Ao determinar medidas contra políticos, empresários e ativistas bolsonaristas nesta quarta, o ministro Alexandre de Moraes, relator do inquérito, citou a suspeita de participação do chamado gabinete do ódio – grupo de servidores lotados na Presidência da República.

Depoimentos de deputados federais descreveram, segundo a decisão de Moraes, um suposto esquema coordenado pelo Palácio do Planalto para propagar pautas antidemocráticas e campanhas de difamação contra adversários políticos.

Relato de cearense
Um dos relatos transcritos na decisão é o do deputado federal cearense Heitor Freire (PSL), que menciona diretamente assessores do “gabinete do ódio” da Presidência, tutelado e idealizado por Carlos Bolsonaro.
Segundo um assessor palaciano, o presidente classificou nos bastidores a operação desta quarta como “ilegal” e “despropositada”

Apesar do revés, houve alívio no Palácio do Planalto pelo fato de, neste momento, Carlos Bolsonaro não estar entre alvos da ação policial. Ele é visto, no entanto, como um possível próximo, o que tem causado preocupação em

Bolsonaro.
O jornal Folha de S.Paulo mostrou no dia 25 de abril que as investigações identificaram indícios dele no esquema de notícias falsas. O inquérito busca elementos que comprovem sua ligação e sustentem um possível indiciamento ao fim das apurações.

Nesta quarta, com aval de Moraes, a PF cumpriu mandados de busca e apreensão que tiveram como alvos aliados do presidente. Bolsonaro e seus auxiliares próximos avaliam que a operação deflagrada nesta quarta é uma retaliação aos ataques feitos ao Supremo pelo ministro da Educação, Abraham Weintraub, durante a reunião ministerial em 22 de abril. (Folhapress)

Deixe uma resposta

Compartilhe

VEJA OUTRAS NOTÍCIAS